
Ao contrário do que se previa, até agora o único apoio que resultou do encontro entre o presidente da Argentina, Javier Milei, e o dos Estados Unidos, Donald Trump foi político. Era esperado o anúncio de um resgate para a crise cambial experimentada no país vizinho. Ao falar da situação econômica argentina, Trump afirmou:
— Vamos ajudá-los, mas não acho que eles precisem de um resgate financeiro. Ele (Milei) está fazendo um trabalho fantástico.
Mas só as palavras já fizeram efeito: o risco-país, que havia escalado para 1,5 mil pontos, testa o nível abaixo de mil. O dólar, que havia chegado a 1,5 mil pesos, agora está em torno de 1,3 mil pesos. Participou do encontro o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que ajudou a tranquilizar o mercado ao afirmar que o governo Trump estava "pronto para fazer o necessário" para apoiar a Argentina. Quem anunciou apoio financeiro foi o ministro da Economa, Luiz "Toto" Caputo, que obteve US$ 4 bilhões do Banco Mundial.
Na sexta-feira (19), ao admitir publicamente pela primeira vez o pedido de ajuda aos EUA, Milei havia afirmado que o socorro chegaria "nas próximas horas". Se o dinheiro ainda não saiu, o presidente argentino colheu ao menos um decidido apoio político:
— Estou fazendo algo que não costumo fazer, dando meu total apoio a ele (Milei). Estamos apoiando 100%. Assim como nós, herdou uma bagunça e o que fez para consertá-la é bom.
Conforme o jornal argentino especializado em economia Ambito, os detalhes da ajuda financeira dos EUA à Argentina podem ser definidos ainda nesta terça-feira (23).



