
Quase um ano e meio depois de ter sido invadida pela água, a Odara finaliza a recuperação da última máquina danificado pela enchente. A empresa tem fábrica no bairro Sarandi, em Porto Alegre, com capacidade de produzir 15 mil alfajores por hora.
Equipamentos foram destruídos e estoques, inundados pela cheia. O prejuízo estimado é de R$ 3 milhões. A operação teve de ser paralisada entre maio e junho de 2024, e enquanto a fábrica estava fechada, cerca de 3,6 mil pessoas aceitaram comprar os doces para entrega posterior, salvando a empresa.
No total, foram investidos R$ 400 mil para colocar a produção a pleno novamente. O último equipamento que faltava ser recuperado, uma dosadora de origem argentina responsável por controlar a quantidade de doce de leite no recheio dos alfajores, volta a funcionar depois de aporte de R$ 300 mil.
— A máquina é símbolo de resiliência da empresa e a sua volta encerra, de fato, um ciclo de perdas — diz o fundador da Odara, Jeison Scheid.
Passado o período de recuperação, a empresa prevê crescer cerca de 60% neste ano e faturar cerca de R$ 30 milhões. A Odara tem presença em cerca de 10 mil pontos de venda em sete Estados.
*Colaborou João Pedro Cecchini


