
As inesperadas palavras positivas de Donald Trump sobre Luiz Inácio Lula da Silva pronunciadas nesta terça-feira (23) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condicionaram o mercado. Encerrando uma longa batalha – por dias, a cotação baixou dos R$ 5,30 durante o dia, mas não se manteve até o final das negociações –, o dólar enfim cedeu para o nível de R$ 5,20. Fechou em R$ 5,287, resultado de queda de 1,11%. É a menor cotação desde 7 de junho de 2024, quando foi cotado em R$ 5,279.
Conforme analistas, o efeito da mudança de postura de Trump pode ser evidenciado com o fato de que outras moedas tiveram perdas em relação ao dólar ou ficaram no zero a zero. A bolsa, por sua vez, galgou um patamar: fechou em 146,5 mil pontos, com alta de 0,96%. É um novo recorde nominal, alongando a sequência de máximas históricas sem correção.
No governo brasileiro, a alegria com a possibilidade de abrir uma porta para negociações deu lugar à cautela antes do fechamento, mas no mercado a expectativa aberta por uma eventual conversa entre os dois chefes de Estado durou ao menos até o final do dia.
Analistas apontam um primeiro sinal de uma distensão no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos e um início de reaproximação. Se isso vai de fato ocorrer ou não só será possível fazer depois que a reunião entre Trump e Lula ocorrer. E terminar sem vexames de lado a lado.




