
Um depoimento previsto para esta quinta-feira (18) na CPI do INSS provocou polêmica. O advogado Nelson Williams, que deveria depor na condição de suspeito de envolvimento na fraude que lesou aposentados, deveria assinar um termo em que se comprometia dizer só a verdade.
— Não — disse depois da pergunta formal, habitualmente respondida com um "sim".
Chamado de "advogado-ostentação" por compartilhar uma vida luxuosa nas redes sociais, Williams apresentou habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo o direito de permanecer em silêncio. Em janeiro de 2022, foi homenageado na Assembleia Legislativa gaúcha com a Medalha da 55ª Legislatura, o que foi registrado pela coluna.
O advogado foi chamado a depor por ter feito transações financeiras suspeitas com o empresário Maurício Camisotti, que está em prisão preventiva por acusação de envolvimento no esquema de fraudes nas aposentadorias e pensões.
Willlians afirma ter feito os pagamentos para compra de um imóvel. Na sexta-feira passada (12), seu escritório em Brasília foi alvo de busca e apreensão. Camisotti, por sua vez, é personagem conhecido da CPI da Covid.






