
O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.
A última edição do boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (25), mostrou uma estimativa de inflação que vai se afastando com mais intensidade da casa dos 5%. Além disso, fez ligeira correção na previsão para o dólar, com corte na margem. Mesmo com esses sinais baixista, a projeção de juro segue estacionada nos 15%.
O relatório de mercado agora projeta Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,86% no fim de 2025. Na semana passada, apostavam em 4,95%. Essa é a 13ª revisão para baixo seguida nas expectativas de inflação dentro do Focus.
E essa espera por melhora não fica restrita a 2025. Para 2026, expectativa de IPCA caiu, de 4,40% para 4,33%. Para 2027, retraiu de 4% para 3,97%.
Já no câmbio, os economistas revisaram a estimativa de R$ 5,60, da semana passada, para R$ 5,59.
Mas por que, mesmo com esses sinais de descompressão nos preços e do dólar, a Selic segue intocada dentro do boletim? Uma das possíveis respostas é que a inflação atual segue em patamar mais elevado do que o ideal. Vale lembrar que, hoje, o IPCA está em 5,23% em 12 meses acumulados até julho. O teto da meta de inflação para 2025 é 4,5%.
Outra eventual explicação, segundo o economista André Perfeito, seria a oposição dos economistas em alterar a Selic em razão das incertezas que rondam a situação fiscal do país e falta clareza sobre o impacto cheio do tarifaço.
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