
Enquanto empresas tentam projetar os prejuízos com o tarifaço de 50% que entrou em vigor à zero hora desta quarta-feira (6), o filho zero-três do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, informa que estar "trabalhando" para que os Estados Unidos adotem mais medidas contra o Brasil. Faz isso remunerado pelo contribuinte brasileiro – voltou a receber salário, mesmo depois de vencida sua licença –, com gabinete funcionando ao custo de R$ 123 mil mensais.
Em entrevista à jornalista Bela Megale, de O Globo (confira aqui), respondeu assim à pergunta sobre sua intenção de trabalhar por mais "sanções" (palavra usada pela entrevistadora) dos EUA contra o Brasil, depois da prisão domiciliar de seu pai:
— Trabalho sim, neste sentido. Estou levando a prisão ao conhecimento das autoridades americanas e a gente espera que haja uma reação. Não é da tradição do governo Trump receber essa dobrada de aposta do Alexandre de Moraes e nada fazer. O que eles vão fazer, eu não sei. Não sei se isso vai passar pela mesa do Trump ou pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Espero que haja uma reação nos próximos momentos.
A tática de impor dificuldades para vender facilidades é uma tradição familiar. Mas em vez de grupos ou comunidades, agora é todo um setor econômico, o da exportação, que está sequestrado, com imposição da anistia que favorece os seus como resgate.
Na capítulo 5 mil de uma série de ações inacreditáveis, o deputado federal que exerce suas funções nos EUA ainda afirma não ter recebido qualquer queixa do agronegócio ou outros setores afetados:
— Até agora nenhum fazendeiro ou produtor agrícola me ligou para dizer que eu deveria parar com as minhas ações. Pelo contrário. Tenho recebido parabéns e tido muito apoio nas redes sociais. As pessoas entendem que há um sacrifício a ser feito e que o pior mal é essa ditadura de toga comandada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Então, fica a dica de Eduardo Bolsonaro: quem estiver descontente deve avisá-lo. Dada a ameaça de "reação nos próximos momentos", a coluna sugere ligações urgentes.



