
Começa a se espalhar pelo Rio Grande do Sul um movimento iniciado pela Claro em nível nacional. A empresa de origem mexicana está mudando o foco de sua relação com empresas da tradicional Embratel para a assinatura Claro Empresas. E a executiva que comanda esse projeto, Roberta Godoi, conhece bem o Estado e suas potencialidades.
O papel da CEO da Claro Empresas para Pequenas e Médias Empresas é levar ao mercado a transformação de uma empresa "de telecom" em uma provedora de soluções digitais, detalhou à coluna:
— Tem uma estratégia de pessoa jurídica, um sinal importante que adotamos foi mudar a marca da Embratel para a Claro Empresa.
O nome Embratel não vai desaparecer, esclareceu, mas deixa de ser usada como estratégia comercial. A ex-estatal havia passado ao controle da Claro na época da privatização da Telebras, no governo Fernando Henrique Cardoso.
A missão da Claro Empresas é oferecer pacotes completos a empresas, não apenas conexão. Para isso, conta Roberta, lançou a Claro Cloud, resultado de um investimento de R$ 1 bilhão e fez acordos com as principais provedoras, como AWS, Google, Huawei, Oracle.
— Estamos ressignificando a telecom. Se ficar na mobilidade, será apenas encanamento, e a Claro quer ser energia — compara a executiva com lugar de fala porque, antes de se mudar para a empresa de telefonia (e soluções), atuava na Energisa.
A coluna quis saber se a Claro vai disputar esse mercado com foco em preço, Roberta relativizou:
— Competitividade por preço é um argumento quando se fala do produto básico, na linha de celular e da conectividade. Mas o que queremos agora é outra coisa, é o jogo de soluções, vai entregar valor e consultoria. Porque a necessidade de um negócio é muito diferente da de outro. Vamos ajudar a chegar no que é melhor para cada um.
O Rio Grande do Sul foi o primeiro Estado visitado por Roberta depois do lançamento da nova estratégia. Um dos objetivos é replicar para empresas menores as soluções sob medida que são entregues às grandes, segmento em que a Embratel atuava com cerca de 50% do mercado.
— Vamos pegar as dores da PME, aumentar as vendas, gerenciar melhor o negócio, reter talentos e evitar riscos.
*Colaborou João Pedro Cecchini





