
A partir de 2032, a promessa da reforma tributária é acabar com a guerra fiscal, ou seja, a disputa entre Estados para oferecer maior desconto na cobrança de tributos. No entanto, se a fiscal tende a terminar, outra pode aparecer: a financeira, ou seja, já começaram os pedidos para que determinados valores sejam negociados em troca de investimentos.
Esse é um desafio, especialmente para Estado com orçamentos deficitários, caso do Rio Grande do Sul. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 foi aprovada na Assembleia com rombo de R$ 5,25 bilhões. Segundo Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS, agência privada encarregada de atrair investimentos ao Estado, uma das alternativas são diferentes tipos de instrumentos, além do fiscal e do financeiro.
— Existem outros, como análise de terreno, descontos na aquisição de áreas em áreas industriais. E até podemos falar de incentivo de capital humano, com programas que podem gerar bolsas em áreas específicas que possam interessar determinado setor.
Neste momento, diz Prikladnicki, a Invest RS trabalha com secretarias com Fazenda, Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura, Inovação, Turismo para compilar tudo o que possa interessar investidores. O executivo deu entrevista à coluna para falar da visão sobre os riscos apontados pela economista Zeina Latif, mas também abordou a estratégia que começa a tomar forma.
— Faz parte da lógica de melhorar a imagem, mostra que temos essa informação de fácil acesso, facilita o entendimento. Ao mesmo tempo, temos começado essa conversa com as diferentes estruturas de governo, para entender para onde o Estado vai na questão do incentivo. Está na nossa agenda, está na minha agenda prioritária, pessoalmente.
E avalia que a virada de chave da disputa por projetos entre Estados é, sim, um desafio, mas também "uma oportunidade de posicionar de um jeito diferente":
— A Invest RS não faz parte formal do governo, mas meu papel também é de provocar essas reflexões. A dona da pauta e da agenda é a Secretaria da Fazenda, mas devemos juntos trabalhar formas de tornar o Estado mais competitivo dentro das limitações que tem.
Leia mais na coluna de Marta Sfredo




