
O setor químico opera com o maior nível de ociosidade em 30 anos, aponta o Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC) do primeiro trimestre deste ano, apresentado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) nesta quarta-feira (25).
A taxa média de utilização — ou seja, quanto efetivamente é usado da capacidade total — está em 62%, queda de três pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. O nível de ociosidade é 38%, pior patamar de toda a série histórica, iniciada na década de 1990.
A indústria química tem polo em Triunfo, na região metropolitana de Porto Alegre. Por lá, a Braskem, dona da maior parte do local, opera com cerca de 65% de uso de capacidade instalada.
Setores como intermediários para fertilizantes (43%), intermediários para plásticos (45%), intermediários para fibras sintéticas (51%) e intermediários para plastificantes (53%) apresentam níveis de ociosidade acima da média geral na indústria química.
Conforme a Abiquim, no primeiro trimestre deste ano, a produção teve queda de 3,8%, as vendas internas caíram 2,6%, e o consumo aparente nacional – que soma a produção às importações e subtrai as exportações, retração de 5,3%, sempre em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números são apresentados pela Abiquim como argumento para criação de novo incentivo fiscal, o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq).
Analisando os últimos 12 meses acumulados até março de 2025, no entanto, o cenário é invertido, e todas as variáveis apresentam resultados positivos: produção (3,4%), vendas internas (6,7%), preços e CAN (3,2%).
*Colaborou João Pedro Cecchini




