
Depois de ter fechado abaixo de R$ 5,60 na véspera, pela primeira vez desde outubro do ano passado, o dólar vinha oscilando nesta sexta-feira (6) até o anúncio da reunião entre Estados Unidos e China para discutir tarifas na próxima segunda-feira (9) em Londres. A partir de então, a moeda americana definiu a trajetória e fechou em baixa de 0,28%, para R$ 5,57.É a menor cotação desde 8 de outubro do ano passado, porque há expectativa de redução de risco.
Como a essa altura o câmbio já apagou todo o efeito da frustração com o pacote de corte de gastos do final do ano passado, mas corre o risco de nova decepção no início desta semana, o movimento não foi muito acentuado.
Como a cautela já ultrapassou a expectativa sobre a "solução estrutural", no mercado e entre especialistas em contas públicas, o mercado moderou também a reação para passar o sábado e o domingo menos exposto.
Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que teria no domingo uma reunião com os líderes de partidos no Congresso para apresentar as medidas. Como é pouco provável comunicar para tantas pessoas e manter os planos em segredo, é provável que o mercado na segunda-feira reabra já com o pacote desembrulhado.
Até agora, o conteúdo mais especulado é de freio ao crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e revisão geral de benefícios fiscais, o chamado "custo tributário".

