
Já em trajetória de alta durante quase todo o dia, o dólar acelerou no final da tarde desta sexta-feira (30) e fechou com valorização de 0,91%, para R$ 5,718. A bolsa também teve um dia negativo, com piora perto do encerramento, para fechar com perda de 1%.
Embora o epicentro da tensão esteja nos Estados Unidos, a forte alta do PIB no primeiro trimestre não fica fora da equação. O principal ruído do dia veio de um "truíte" do presidente dos EUA, Donald Trump. Em sua rede Truth Social, afirmou que a China "violou completamente" o acordo comercial esboçado semanas antes. O índice de incerteza decolou e o dólar se valorizou frente a várias outras moedas.
A contribuição da alta do PIB, embora tenha vindo dentro do esperado, vem da avaliação do mercado de que a atividade econômica segue forte e, portanto, pode exigir uma nova alta do juro para domar a inflação resultante desse processo. Surgiu a expectativa de novo aumento de ao menos 0,25 ponto percentual na reunião de 18 de junho.
No Brasil, a crise em torno do IOF não teve alívio. A equipe econômica diz não ter alternativa ao aumento do imposto que encarece ainda mais o crédito, enquanto o presidente da Câmara deu ultimato de 10 dias – contando a partir de quinta-feira (29) – para substituição da medida.
Em entrevista ao jornal O Globo, deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), relator do grupo de trabalho da reforma administrativa, afirmou ter recebido um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) de incluir no projeto medidas estruturais de ajuste fiscal desvinculações dos benefícios previdenciários ao salário mínimo e dos pisos constitucionais de despesas com saúde e educação à receita da União.




