A tradição recente da Melnick de transformar os terrenos de seus empreendimentos em equipamentos temporários para a cidade vai ganhar um novo significado em uma das esquinas mais movimentadas da Capital, entre a avenidas Ipiranga e Silva Só, onde ficava o ginásio esportivo da Brigada Militar.
Em outubro, os tapumes que marcam a esquina há meses serão retirados para mostrar a Villa Amiche, área com 15 operações gastronômicas, que funcionarão ao longo de 2023 e também dão o sinal da ocupação definitiva: torres residenciais, comerciais e um shopping de vizinhança com foco em culinária.
As obras já começaram, como é possível ver por frestas abertas dos tapumes. Lá dentro, em área de 4 mil metros quadrados e 800 lugares para comer, haverá várias opções de culinária, da italiana à tailandesa, passando por hambúrgueres e com a companhia de uma cervejaria e um wine garden, onde será possível comprar cestas de piquenique para aproveitar o gramado do local.
Será instalado ainda um palco com visão de 360 graus. O complexo é complementado por quadras de beach tennis e um parque infantil. Lá dentro, também haverá um plantão de vendas com exposição de todos os projetos da empresa. Prevendo intensa procura, também estarão disponíveis 150 vagas de estacionamento.
– O normal seria fazer só um plantão de vendas, mas buscamos um propósito maior. Queremos entregar para a cidade algo que a transforme, como temos feito. Vamos fechar o parque na Nilo e abrir essa área de entretenimento e gastronomia na Ipiranga. Assim, fica claro que estamos crescendo e puxando a cidade conosco, não só aproveitando o crescimento de Porto Alegre – pondera Juliano Melnick, CEO da incorporadora.
Essa estratégia estreou em 2017, com a instalação de um food park na Rua Santana, e se aprofundou de tal forma que a brincadeira, na empresa, é de que agora há metas de área construída e refeições servidas. O que é diferente em relação às anteriores, diz Juliano, é o fato de que a Villa Amiche já será uma amostra do empreendimento definitivo na área total de 10 mil metros quadrados que abrigava o ginásio esportivo da Brigada Militar.
– Também é uma forma de transformar a obra em algo positivo, não ter só tapume, barulho, gente entrando e saindo – completa Marcelo Guedes, vice-presidente de operações.
Além das torres, cuja dimensão e ocupação, entre residencial e comercial, está em reavaliação, haverá esse shopping com forte presença da gastronomia. A lojas ainda não estão definidas, e o mercado é que vai definir a proporção entre varejo e restaurantes, mas é certo que haverá um grande atrativo para essa região da cidade, não só para os moradores diz Juliano:
– Como é uma das esquinas com maior movimento em Porto Alegre, vemos oportunidades para comércio e serviços.





