Depois de mais de dois dias com o sistema travado por ataque hacker, o que provocou interrupção dos serviços, o Grupo Fleury, dono da rede de laboratórios Weinmann no Estado, informou que está começando a retomar o trabalho pelos hospitais onde atua.
Em Porto Alegre, foram afetados o Moinhos de Vento e o Mãe de Deus. O primeiro tem um laboratório da rede em sua unidade clínica, e o segundo mantém parceria com o Fleury: funcionários do hospital fazem a coleta, em sistema próprio, mas o processamento dos exames é feito pelo grupo paulista.
Em São Paulo, o Fleury também atende a hospitais de ponta, como o Sírio Libanês e D'Or São Luiz. Nesta quinta-feira (24), pessoas que buscaram unidades do Weinmann em Porto Alegre ainda não puderam ser atendidas. Em nota na qual atualiza a situação do ataque, a rede informa: "começamos a restabelecer esses sistemas em hospitais, um esforço que foi priorizado pela nossa organização desde o início deste incidente em face da criticidade na assistência a pacientes internados".
Nas unidades fora de instituições de saúde, reforçou o Fleury, "seguimos atendendo nossos pacientes em todas as nossas unidades de atendimento por meio de ações de contingência (espécie de funcionamento emergencial)". O grupo que tem dados sobre a situação de saúde de milhões de brasileiros informa, ainda, que sua "base de dados está íntegra" e "não há quaisquer evidências de vazamento de dados e informações sensíveis".
Ataques hackers têm se acumulado neste ano, mas é a primeira vez que uma grande empresa que presta serviços diretamente ao público é afetada por ações que "sequestram" o sistema para pedir resgate.



