
A temporada de balanços de 2019 e projeções para 2020 das entidades empresariais gaúchas se encerrou nesta quinta-feira (12) com a previsão mais otimista de todas. Fernando Marchet, diretor da Federasul e assessor econômico da entidade, estima que o PIB do próximo ano possa subir 2,7%. Arriscou até uma estimativa para 2021: crescimento de 3,5%. Mas já avisou:
– Toda projeção será anulada se o Brasil não mantiver a agenda de reformas.
Marchet avalia que o avanço na atividade econômica se dará baseado no aumento do consumo das famílias e do investimento privado, os dois motores que já renderam o aumento de 0,6% no terceiro trimestre deste ano. Mas avalia que a agenda do governo federal é fundamental na definição das expectativas desses dois protagonistas do crescimento.
– Existe dinheiro no Exterior. Precisamos definir e oferecer bons projetos e dar segurança jurídica ao investidor externo que tem pavor de Brasil pelos antecedentes do país – insistiu
Nos processos de privatizações e concessões que o país e o Estado têm pela frente, afirmou, as tarifas para usuários serão tão mais baratas quanto maior for a segurança jurídica que o país conseguirá proporcionar. De outra forma, pondera, a incerteza será calculada como parte do custo no processo.
Ao contrário da Farsul, que reviu suas expectativas à luz do resultado do PIB no terceiro trimestre, Marchet afirma que já tinha esse viés mais otimistas para 2020 desde meados do ano. O economista afirmou que, embora esteja condicionada ao avanço das reformas, essa perspectiva não depende da aprovação de todas as propostas do governo federal. Não quis especificar quais são os pontos essenciais, ou um pacote mínimo de mudanças, mas incluir alterações no sistema de cobrança de impostos na lista.
– Sabemos que a reforma tributária não vai reduzir a carga, mas se simplificar a cobrança já aumenta a competitividade dos negócios no país – afirmou.
As projeções para o PIB do Brasil
Fiergs: 2% (cenário base)
Fecomércio: 2,4%
Farsul: 2,58%
Federasul: 2,8%


