
É possível que o ministro da Economia, Paulo Guedes, passe a véspera dos cem dias no governo em Porto Alegre. Ele recebeu pessoalmente, em Brasília, o convite para participar do Fórum da Liberdade da presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Giovana Stefani, e do vice-presidente, Pedro de Cesaro. Quem intermediou o encontro foi Paulo Uebel, secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, também ex-presidente do IEE, entidade que organiza o fórum há 32 anos. Segundo Giovana, a resposta foi:
– Podem dizer que estou convidado, mas não que estou confirmado.
Tradução do linguajar guedesiano: ele virá, a princípio
na noite de 8 de abril, abertura do fórum, a menos que a agenda dê um cavalo de pau. O IEE se vê na equipe econômica. Além de Uebel, outro egresso do instituto, Wagner Lenhardt, é secretário de Gestão e Desempenho
de Pessoal. A coluna localizou a mais recente passagem –
já nem tão recente – de Guedes pelo fórum (imagem abaixo). Em 2006, quem presidia o IEE era Leandro
Gostisa, hoje vice-presidente do Instituto Liberdade.
Para o executivo, o Guedes de 2006 é o mesmo de 2019.
– Ele sempre teve posição independente. Poucos liberais têm essa firmeza.
Descrevendo Guedes como uma rara pessoa que reúne capacidade técnica e de realização, Gostisa tem opinião sobre a polêmica frase do ministro durante a posse do novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto "se botarem menos (de R$ 1 trilhão em economia na reforma da Previdência), (...) vou sair daqui rápido, porque esse pessoal não é confiável". Houve dúvida se era uma ameaça ou uma brincadeira.
– É bom levar a sério. Ele se posiciona e vai cumprir o que fala – diz Gostisa.



