Depois que a coluna publicou um ranking com os maiores preços do litro da gasolina pelo mundo, os leitores pediram uma comparação com a renda média em diversos países. Aqui está. Repetida à exaustão nos últimos dias, a expressão “a gasolina mais cara do mundo” realmente não é exata, embora não esteja tão longe da verdade. O Brasil aparece em 11º lugar entre os que precisam de maior percentual do salário diário para comprar um litro do combustível.
O levantamento da Bloomberg, empresa com canais especializados em economia e finanças, não inclui todos os países. São 61 – cerca de um terço do total. O Brasil aparece em 51ª posição no sentido inverso, que aponta os salários que compram mais litros.
Divulgado pela Bloomberg no início de maio, foi motivado pela alta nos preços no mundo todo. O aumento de janeiro a março foi de 6,1% na média dos 61 países pesquisados. No Brasil, no mesmo período, ficou em 2,7%, mas no período de 12 meses terminado em março o aumento chegou a 13,8%.
A publicação destaca o grande volume de reservas, o fato de ser um líder em biocombustíveis, com um dos maiores índices de uso de etanol.
“Ainda assim, os preços da gasolina estão sempre entre os mais altos do Hemisfério Ocidental, e os brasileiros devotam um bom pedaço de sua renda para abastecer”, observa a Bloomberg. O que levou à pressão nas bombas foi a alta da cotação do petróleo, que em um ano quase dobrou de preço: subiu da faixa de US$ 40 por barril do tipo brent, referênica global, para encostar em US$ 80. Depois, recuou para a faixa de US$ 75. Há expectativa de que a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ampliem a produção, até o final deste mês, em até 1 milhão de barris ao dia para conter o jorro dos cifrões.




