
Sim, já vimos este filme. Outra vez, investimentos potenciais de R$ 16 bilhões em parques eólicos no Rio Grande do Sul estão sob ameaça. É preciso observar que, do total, na melhor das hipóteses uma pequena parte se viabilizaria, não fosse o obstáculo. Nesse momento, há risco de que nenhum saia do papel.
Outra vez, é o problema da falta de conexão ao sistema elétrico. Guilherme Sari, presidente da Sindieólica RS, que representa as empresas do segmento, afirma que projetos em todo o Estado podem ficar fora dos dois leilões previstos para dezembro. O problema é a falta de horizonte firme para conclusão conjunto de linhas de transmissão a cargo da Eletrosul.
Com problemas financeiros, a subsidiária da Eletrobras negociou para que a chinesa Shangai Eletric assumisse a responsabilidade pela obra. Conforme Sari, não existe assinatura final que defina a transferência do projeto e um prazo claro. A última manifestação da Eletrosul é de que a obra estaria pronta em janeiro de 2021.
É a mesma data prevista para entrega de energia gerada nesses projetos, mas as regras do leilão definem que as linhas estejam disponíveis seis meses antes. No ano passado, a mesma situação estava posta, os projetos gaúchos foram barrados, mas o leilão foi cancelado.
– Não queremos que todos percam outra vez. Queremos a chance de disputar – afirma Sari.



