
Em uma reunião de mais de duas horas nesta terça-feira, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-PoA), cerca de 120 comerciantes que representam ao redor de 260 pontos de venda em centros comerciais da Capital definiram suas prioridades de negociação com os empreendimentos nos quais estão instalados. Conforme Carlos Frederico Schmaedecke, vice-presidente de pequenas e médias empresas da CDL-PoA, ficou combinado que a entidade vai enviar correspondência aos principais shoppings de Porto Alegre com três pedidos básicos:
1. Isenção do pagamento do 13º aluguel (cobrança extra baseada na antiga percepção de que, em dezembro, as vendas duplicavam). Para quem já pagou, compensação do valor nos aluguéis futuros.
2. Mais transparência na prestação de contas das despesas de condomínio dos shoppings (água, energia, segurança etc).
3. Renegociação dos valores de operação (locação, fundo promocional e condomínio).
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O pedido da CDL-PoA é de respostas dos empreendimentos em até sete dias a partir do recebimento da correspondência. Schmaedecke explica que os próximos passos dos lojistas – ele é um dos afetados – vão depender do retorno dos shoppings. Afirma que a entidade procurou "acalmar os ânimos", agir no interesse de todos e não tomar nenhuma decisão "no calor do momento". Mas relatou que os participantes já começaram a discutir iniciativas como fechar as lojas em algum dia e fazer protestos com visibilidade para os clientes, como não usar manequins nas vitrines.




