
Por onde andam as senhoritas e as senhorinhas? Sinto falta delas. Privava do obséquio de seu apreço. Lembro que eram meninas moças provindas de idôneas famílias. Nunca deparei, dentre elas, lambisgóias, sirigaitas, jondras, sostras ou biscas. Já as donzelas frajolas, eram pensadas – caso a caso –, se pertenciam, ou não, ao seleto elenco das facécias moçoilas. Como declarou o Bruxo do Cosme Velho, entreaberto botão, entrefechada rosa, sublime pulcra etapa da vida.
Quiçá as senhoritas estejam alhures. Com segurança, sei que quiçá e porventura gozam o jubilamento juntas numa quinta, donde chegaram em um nobiliário fiacre. Fado melhor do que a fenecida cousa. Para quem não alembra, numa hedionda querela, a coisa arremessou a cousa de uma íngreme falésia. Desde então, jamais foi avistada.
Como sói acontecer, é a triste sina das minorias. À guisa de padrão, relembro que após se aliou a depois, para abater – sem misericórdia –, o lanfranhudo depós. No disse me disse, falatório geral, ciciavam os mexeriqueiros, que o finado teria sido filho bastardo dos dois mofinos sacripantas. Não só Cronos expungiu os pósteros.
Hoje, nem as almas penadas servem-se da interjeição cáspite. Outrora deambulava fagueira pelas alamedas da última flor do Lácio, agora jaz oclusa entre folhas do amansa burro. Tal sorumbática senda assola inelutavelmente a integridade dos vocábulos de qualquer vernáculo.
Ora bolas, a vida entre as palavras é acirrada, iracunda, alcançando a barbárie. Outrossim, nada é rematado em sua existência. Sopesando, num dia estão janotas, em pleno regozijo no salão, noutro dia – de inopino –, são enjeitadas debaixo do catre da alcova. Por fim, acabavam numa quina umbrosa e deslembrada do retrete. Basbaque, paspalho, parvo quem descrê desse insofismável e nefando carma.
Se o espevitado leitor não careceu de dicionário para elucidar as palavras supra citadas, e não retrocedeu frente a emanação de bolor parnasiano, deve ser alguém supimpa douto. Deveras, o mais plausível, é que seja um assaz velhusco ou, na melhor das hipóteses, um incauto velhote. Daqueles que ainda não dobraram a esquina do olvido, e do tempo em que vitrine ainda era escaparate.




