
Sempre fui um guri muito alegre, expansivo, risonho e piadista até além do limite. A alegria é um traço da minha personalidade.
Mas até eu tenho dias de cara amarrada. Amadurecer exige esforço e, algumas vezes, situações difíceis são inevitáveis.
Ser humano é ter problemas e resolver eles. É crescer diante das adversidades. Vergonha, disso? Bem capaz! Nada nos une mais do que as vulnerabilidades.
Ah, nem sempre algo muito ruim precisa acontecer pra que o nosso dia vire do avesso. Bem pelo contrário.
Eu costumo pensar que dias e fases ruins, às vezes, podem ser uma das melhores coisas que cruzam o meu caminho.
Para atravessar a escuridão é preciso encontrar o melhor que a gente carrega em si. Primeiro, é preciso admitir que nada e nem ninguém tem responsabilidade pelos nossos sentimentos, já que costumam ser as minhas próprias escolhas e atitudes que fazem a gente cair na real quando é hora de crescer e aprender.
Crescer e aprender, aliás, dói. Olhar pra si e perceber que nem sempre estamos certos é um exercício bem difícil, mas muito necessário. É assim que a gente se torna melhor, mesmo que a versão anterior não seja totalmente ruim (nunca é).
Evoluir é olhar para as oportunidades que nos cercam e extrair delas algum tipo de lição. Jamais estaremos prontos pra tudo e se acharmos isso é porque, de verdade, vamos ter que recomeçar mais uma vez.
Eu, por exemplo, tenho tido dias ótimos e fico feliz em saber que meu sorriso e alegria fazem falta pra quem me cerca (ou me assiste). Mas vou logo avisando: tem dias cheios de notícias que me deixam de cara fechada mesmo. Poxa, como ser leve diante da informação de um pai e uma mãe que ficaram dois anos presos injustamente porque foram acusados de matar o próprio filho? Essa foi a grande manchete dessa quinta-feira (28). Durante o julgamento, o entendimento foi pela absolvição já que os machucados do bebê teriam, na verdade, sido causados na tentativa de socorrer a criança e não de agredi-la.
O mundo, aliás, é cheio de histórias e fatos com detalhes capazes de trazer tristeza, revolta, indignação. Mas esse mesmo mundo é repleto de outras histórias, bem mais potentes e que tocam nosso coração de outro jeito.
Aprendi nesse ano, depois de também atravessar alguns dias ruins, que alegria é uma escolha. Se a tristeza é efeito ou consequência, a felicidade é sempre uma busca que não pode perder ritmo.
Pra ajudar a encontrar sorrisos ainda mais largos, a semana que vem trará as manhãs de setembro — aquelas que eu chego ouvir a voz da Vanusa cantando.
Nesse mundo que tão particular, cada um de nós pinta o próprio universo.




