
Querida Cristina,
Hoje te dedico uma coluna como agradecimento. Pelo que aparece na televisão as pessoas já entendem que temos uma boa relação, somos amigos e nos divertimos juntos. Mas é mais que isso. Existe um carinho enorme nessa parceria.
Quando eu cheguei na redação da RBSTV em Porto Alegre, em 2018, passei a admirar ainda mais a profissional que eu sempre assisti pela televisão — e eu falo sempre, porque desde que eu nasci em 1991, a Cristina já estava na telinha.
Uma jornalista comprometida com a verdade, séria, incansável na busca pela notícia que impacta a vida dos gaúchos, atenta ao que acontece no mundo. Poderia listar uma infinidade de qualidades. Muita gente pode imaginar que ela chega na TV, se arruma e apresenta o programa. Não é assim!
Ela manda muitas mensagens nos nossos grupos, participa de reuniões, escreve as chamadas, liga para os entrevistados, questiona o que é necessário, revisa o que vai dizer, confere todas as informações. É extremamente participativa e peça fundamental, não só apresentando o programa.
Com mais de 30 anos no mesmo posto poderia se supor também que ela segue fazendo a mesma coisa há três décadas. Não! Tudo mudou nesse tempo: o mundo, o jornalismo, a maneira de comunicar. A Cristina Ranzolin tem uma habilidade — admirável e que eu adoraria ter — de se transformar.
Ver, de dentro do estúdio, ela apresentando o jornal é inspirador. A habilidade, experiência, domínio são inquestionáveis. Aprendo todos os dias só de observar.
Mas, até agora, só falei da Cristina jornalista.
Nesse tempo trabalhando juntos, quase dois anos (contando os da previsão do tempo dá uns cinco), recebi muita generosidade. Ela abriu espaço, compartilhou conhecimento, me “pegou pela mão” em várias oportunidades. E nasceu aí uma amizade que eu tenho o maior orgulho.
Ela é minha confidente, minha conselheira. Outro dia, preocupada comigo, me mandou um mil folhas de bergamota em casa. O bilhete dizia “Fica bem”. Tinha sido um dia bem ruim, mas receber esse mimo mudou meu humor.
Tem muitos outros exemplos de “como é bom ser teu amigo” que eu poderia escrever, mas que são muito pessoais e fazem parte das nossas “confidências”. Mas publicamente eu queria te agradecer, eternizar a sorte que eu tenho em te encontrar pelo caminho da vida.





