
Todos os bares, cafés e táxis do Brasil vão debater um único assunto nesta segunda-feira (18): a convocação ou não de Neymar. Isso diz muito sobre o tamanho do jogador e a relevância diante de um grupo tão carente.
Essa será a primeira Copa de um Brasil sem um grande craque, e o torcedor não sabe viver sem isso. Romário, Ronaldo, Kaká, Ronaldinho e o próprio Neymar fizeram parte dos últimos mundiais. É estranho não termos alguém para olharmos como a grande referência técnica do time.
Eu sei que o camisa 10 do Santos não vive boa fase, está longe da forma física ideal e nem de longe executa os dribles que nos acostumamos a ver.
Ainda assim ele é Neymar. Ele carrega o peso do craque e que, sabidamente, os companheiros gostam de ter por perto. Não é a toa que o país todo debate sobre ele. Ninguém quer discutir que Danilo é reserva do Flamengo ou que Raphinha é um bom jogador no Barcelona. Tampouco queremos falar de Alexsandro ou Martinelli. Queremos falar de Neymar.
Tudo em torno de Neymar
Bem ou mal na Copa, podendo entrar nos 10 ou 15 minutos finais, será Neymar o assunto. Se o time for mal, poderá ser por causa de Neymar. Se for bem, poderá ser graças a Neymar.
O brasileiro é, no melhor sentido do termo, mal acostumado quando o assunto é craque em Copas. Por isso ele está carente e fala tanto sobre Neymar. Me parece óbvio que ele precisa estar na lista de Ancelotti.
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