
A realidade da dupla Gre-Nal é dura, com perda de protagonismo em campo e de relevância fora dele. A falta de um patrocinador máster nas camisas de ambos os clubes é um exemplo disso.
Ainda que, neste momento, a preferência dos clubes não seja o mercado de bets - setor que tem dominado o futebol brasileiro nos últimos anos -, é preciso considerar que os quatro meses sem patrocínio máster escancaram a perda de relevância dos dois gigantes clubes gaúchos.
O Grêmio, por sua vez, também afirma não querer associar sua marca à do Internacional. Entende que os clubes precisam ser independentes na busca pelo patrocínio. Eu concordo. São CNPJs diferentes, marcas diferentes, torcidas diferentes. A independência, aliás, quebra uma tradição de duas décadas, período onde Grêmio e Inter foram patrocinados pelo Banrisul e antes pela GM.
Mas onde está o setor de captação de novas receitas dos clubes? Como está sendo o trabalhos dos CEOs? Endividados e precisando desse aporte financeiro, como Inter e Grêmio ainda não conseguiram esse patrocínio?
Os valores pedidos são altos ou os oferecidos ficam abaixo da necessidade? Ou será que os clubes perderam protagonismo e relevância para os investidores? São muitas as perguntas sem respostas.



