
Se quiser reformular, o Inter vai precisar encontrar alguém capaz de fazer isso. A remontagem começa pela humildade de reconhecer que ela precisa acontecer. E o Colorado fez isso.
Depois, é preciso ter pessoas que saibam fazê-la. Abel Braga é o início. Tite é o complemento. O ex-técnico da Seleção Brasileira chegaria como uma unanimidade em clube dividido politicamente e falido nos cofres e no campo.
Por mais contraditório ao que acabei de escrever sobre humildade, pagar R$ 2 milhões a Tite e sua comissão é barato e eu explico as razões.
Por que Tite é barato para o Inter?
Tite, mesmo sem treinar nas últimas temporadas, segue na primeira prateleira dos técnicos brasileiros. Ele é um profissional de prestígio, de alto gabarito e qualquer atleta gostaria de tê-lo como comandante.
O custo mensal é alto, por óbvio, vai na contramão da realidade do clube, mas em um supervalorizado mercado brasileiro, vamos combinar que já são vários os treinadores cujas cifras ultrapassam R$ 1 milhão por mês.
Por fim, os pontos mais importantes. Tite é a personificação de um Inter coeso, com aprovação de todos os grupos políticos em um ano de eleições no clube. A dobradinha com Abel Braga representaria a perspectiva de melhora para 2026. Tite tem capacidade de recuperar e potencializar jogadores.
Ainda que a direção tenha feito a mea culpa de ter supervalorizado o grupo desse ano, é inegável que jogadores como Rochet, Bernabei, Thiago Maia e Borré podem e devem entregar mais. Essa seria uma das missões para um técnico deste padrão.
Por tudo isso, sobretudo pela necessidade do clube, o investimento em Tite é barato para o Inter melhorar.




