João Adibe é o convidado desta semana do Potter Entrevista, da Rádio Gaúcha. Empresário da Cimed, ele conversa com Luciano Potter sobre uma trajetória construída em vendas, a decisão de começar a aparecer nas redes sociais e a relação entre a própria imagem e a companhia. Depois de estrear diante de um grande público aos 48 anos, Adibe diz que acumulou centenas de eventos, mas rejeita o rótulo que costuma acompanhar esse circuito.
— Não sou palestrante, sou vendedor.
Para Adibe, mostrar quem está por trás de uma empresa ajuda a criar confiança com o consumidor. A lógica também foi levada para dentro da Cimed, onde, segundo ele, milhares de funcionários passaram a produzir conteúdo sem obrigação. O empresário diz preferir uma liderança próxima do chão de fábrica, dos clientes e de quem trabalha com ele.
— O vendedor que não bota cara não vende nada. Porque o produto não fala, quem fala são pessoas.

A conversa também chega ao lado menos visível do comando. Adibe conta que só percebeu com o crescimento da companhia como algumas decisões se tornam difíceis de dividir, especialmente depois que o pai deixou os negócios. Hoje, diz encontrar na irmã, nos filhos e em pessoas próximas parte do apoio para lidar com essa pressão.
— É solitário. Esse é o puta problema. A solidão, quando você tá no topo.
A entrevista passa ainda pela sucessão familiar, pela criação dos cinco filhos, pela disciplina com sono e exercícios e pelo sequestro de 12 dias sofrido em 2000. Adibe afirma que não gosta de permanecer preso às experiências anteriores e prefere concentrar a energia no que está vivendo e no que ainda pretende construir.
— Eu não falo do meu passado. Eu olho o meu futuro. Mas eu vivo o meu presente.






