O publicitário Hugo Rodrigues é o convidado desta semana do Potter Entrevista, da Rádio Gaúcha. Chairman da WMcCann, sucessor de Washington Olivetto no comando da agência em 2017 e ex-presidente da Publicis Brasil, ele conversa com Luciano Potter sobre a evolução do mercado publicitário, o impacto da inteligência artificial no cotidiano das pessoas, o convívio entre seis gerações no mesmo tempo e o desafio de manter marcas autênticas em um cenário de hype constante.
Rodrigues conta que começou fazendo folheto de supermercado e chegou ao topo das principais agências do país sem se considerar um talento fora da curva. O que o levou até ali, segundo ele, foi outra coisa.
— Não foi o talento, foi a disciplina, e foi o poder de observar e me mexer de acordo com as estatísticas e com os dados — afirma.
Na entrevista, o publicitário fala sobre como a propaganda mudou desde a era do boca a boca até o momento atual, em que cinco grandes empresas de tecnologia — Apple, Google, Meta, Microsoft e Amazon — concentram a atenção do mundo. E aponta um limite ético que considera cada vez mais delicado no ofício.
— Se a gente sonhar em vender nove produtos para nove pessoas, a propaganda é maravilhosa. Quando eu tenho que vender nove produtos para uma mesma pessoa, a propaganda é perigosa — diz.

O papo passa também pelo estudo do modelo japonês de conviver com vanguarda e tradição, pela recuperação de espaços históricos como o Instituto Caldeira, pelas bolhas que distorcem a leitura do país e pela importância das rádios em um ecossistema cada vez mais digital.
— Tem gente que vê o medo como um ato de te congelar. O medo, pra mim, ele me empurra — afirma.




