O convidado deste sábado (4) no programa Potter Entrevista, da Rádio Gaúcha, é o jornalista e analista político Felipe Moura Brasil. Com longa trajetória na cobertura dos bastidores de Brasília, o comunicador detalhou a sua visão sobre a ética na comunicação e o atual momento das instituições brasileiras.
Ao longo da entrevista, Brasil defendeu que a verdadeira postura jornalística consiste em fiscalizar o poder estabelecido, independentemente de ideologias partidárias.
— Eu sou jornalista e eu entendo o jornalismo de análise como algo que precisa ser exercido em nome da vigilância da sociedade sobre as autoridades poderosas, e eu continuo fazendo o meu trabalho — afirmou.
O jornalista também criticou o partidarismo no mercado da comunicação e explicou que o público, muitas vezes, é influenciado por narrativas de redes sociais que omitem votações conjuntas de grupos teoricamente opostos no Congresso Nacional.

Ao detalhar a relação que mantém com o seu público e com a busca pela verdade dos fatos, o entrevistado enfatizou o seu distanciamento da necessidade de aprovação dos espectadores:
— Eu não tenho nenhum compromisso em agradar você. Nenhum, nenhum. Então aqui, em algum momento eu vou desagradar o meu leitor, o meu espectador, o meu ouvinte. Quem tem um compromisso em afagar o próprio público, vai fugir a verdade em algum momento. Porque a verdade incomoda.
Além do debate sobre a polarização política nacional, o programa abordou a passagem de Felipe Moura Brasil por Porto Alegre para um evento presencial do podcast Levante, realizado no centro de eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
A edição também relembrou os bastidores do início do Inquérito das Fake News pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 e as implicações da censura prévia à imprensa.



