A comunicadora Nani Chemello é a convidada desta semana do Potter Entrevista, da Rádio Gaúcha. Após quase cinco anos na Rádio Inferno, onde consolidou uma relação de sinceridade e paixão com a torcida colorada, ela iniciou recentemente um novo ciclo profissional no Grupo RBS. Na nova casa, participa de programas como o Central do Torcedor e assina colunas diárias sobre o cotidiano do clube, com a perspectiva de quem vive o Beira-Rio intensamente.
Na conversa, Nani reflete sobre o peso de transformar o amor pelo Inter em profissão e sobre como o desempenho do time impacta diretamente sua vida pessoal. O episódio passa pela preservação de sua essência e de sua linguagem após a transição para a mídia tradicional, além de abordar sua faceta de “secadora nata” em relação aos rivais. Ela também fala sobre a responsabilidade de se dirigir a milhares de torcedores e sobre o processo de aceitação em novos espaços de debate esportivo.
Ao longo da entrevista, a comunicadora resume sua relação com o futebol:
— Eu sou uma secadora nata, tô sempre acompanhando e já era antes de trabalhar com isso também.

Ao tratar dos obstáculos enfrentados por ser mulher no jornalismo esportivo, Nani relembra situações vividas, especialmente no início da carreira:
— No meu começo, na sala de imprensa, a gente via essa questão dos olhares ou, por exemplo, eu falo algo e aí fingem que não me escutam e alguém fala exatamente a mesma coisa e aí o cara é um gênio.
O episódio aborda ainda a polêmica envolvendo o jogador Bernabei, as críticas recebidas nas redes sociais e os planos para o futuro. Nani revela o desejo de morar no Rio de Janeiro e de formar uma família daqui a alguns anos. Também analisa a diferença cultural entre o fanatismo pelo futebol masculino e feminino, com base em suas experiências de infância e na cobertura das Gurias Coloradas.



