
O escritor Fabrício Carpinejar é o convidado do programa Potter Entrevista que foi ao ar neste sábado (10), na Rádio Gaúcha. O cronista revisitou sua trajetória, desde as dores do bullying sofrido na infância até a transformação pessoal vivida nos últimos anos.
Ele destacou como o amadurecimento e o relacionamento com sua esposa, Beatriz, o ajudaram a vencer décadas de autorrejeição, permitindo que ele abandonasse comportamentos que usava como "escudos" — como o uso de roupas extravagantes e o hábito de falar gritando para esconder falhas de dicção.
— A pandemia me desconstruiu, tive que ficar sozinho, isolado. Ali, a minha ansiedade morreu. Nada é tão urgente assim, nada é tão importante assim, nada é tão determinante assim. Quando você aceita ser derrotado pela vida, você subitamente vence. Eu admiti a minha vulnerabilidade e passei a viver um dia depois do outro — refletiu o autor.
Além da saúde emocional, Carpinejar falou sobre o lançamento de seu novo livro e a dificuldade de perdoar o passado. O escritor também defendeu a importância de rituais simples, como o papel das manicures na autoestima masculina, e celebrou a fase atual de sua vida, na qual finalmente se sente confortável em ser chamado de "lindo" por quem ama.




