
O convidado desta semana do Potter Entrevista é o músico gaúcho Vitor Kley. Com 15 anos de carreira, tendo gravado seu primeiro disco ainda aos 13 anos, ele visitou o estúdio para uma conversa sobre a vida artística. O cantor revelou que, apesar de transitar pelo "mainstream" do pop nacional, mantém os pés no chão quanto às fórmulas de sucesso, alertando que não existe "verdade absoluta" na profissão.
Vitor falou sobre a sua origem de canções marcantes, como Vai Por Mim. A faixa foi escrita durante um período de depressão do pai e teve sua mensagem ressignificada após o cantor assistir a uma palestra do filósofo Clóvis de Barros Filho, transformando a dor em potência de vida. Ele também contou curiosidades sobre a indústria, citando a música Numa Boa, composta originalmente como um desabafo melancólico, mas que virou um hit alegre ao ser gravada pela banda Jota Quest.
Ao refletir sobre a longevidade e as armadilhas de focar apenas no marketing em detrimento da arte, Kley foi categórico ao definir sua visão após uma década e meia de trabalho.
— Se alguém te garantiu alguma coisa no mundo da música, que a tua música ia ser horrível ou que não ia dar certo, essa pessoa está errada. E se alguém chegou pra ti e falou "tu vai estourar, nós vamos fazer uma estratégia", toma cuidado também. Porque não tem certeza absoluta — afirmou o músico.
O papo também mergulhou no universo técnico, com o cantor demonstrando sua paixão por microfones e a diferença entre o som analógico e digital. Vitor ainda revelou a inspiração na banda Incubus para criar o riff de O Sol e celebrou, durante a gravação, o feito do skatista Mineirinho, que quebrou o recorde mundial descendo a rampa do Centro Administrativo em Porto Alegre.





