
É consenso que o Grêmio recebeu na Arena, na noite deste domingo (10), o adversário mais difícil do Brasileirão. Desde o primeiro minuto, o Flamengo começou com forte imposição, criando duas chances claras de gol, carimbadas no travessão e no poste.
Ficou claro que a diferença técnica entre as duas equipes é gigante. Muito cedo, o Tricolor perdeu Pedro Gabriel, lesionado. O substituto, Caio Paulista, teve a primeira chance gremista. O melhor lance foi com Gabriel Mec. O placar fechado foi um baita negócio para o Grêmio.
A etapa final iniciou com o time de Luís Castro um pouco menos acanhado. O Flamengo seguiu perigoso, com atletas de grande qualidade. A resistência durou até a metade do segundo tempo, com o gol de Carrascal.
Mas quem joga apenas para se defender acaba perdendo. Faltou ousadia ao treinador gremista até o Tricolor ser vazado. As entradas de Enamorado e Braithwaite demoraram muito. O resultado colocou o Grêmio na zona do rebaixamento. É o pior momento do clube no campeonato. Em termos de placar, o goleiro Weverton salvou o time de um resultado pior. O alerta está ligado.
O trabalho do treinador português é muito discutível. E ficam algumas dúvidas cruéis: não é possível extrair mais desempenho do atual elenco que custa muito caro? Até quando vai o crédito para a falta de evolução do trabalho de Luís Castro? Não valeria uma troca de comando, mirando a parada para a Copa do Mundo, quando será possível implementar outra metodologia sob nova direção?
Qual o tamanho da culpa dos dirigentes do futebol — Antonio Dutra Jr, Paulo Pelaipe e Rafael Lima — nas escolhas das contratações colocadas à disposição do treinador? O Grêmio precisa encontrar as respostas, recorrigir a rota e tomar decisões. Normalizar derrotas é um triste caminho sem volta.



