
Alguma surpresa na derrota do Grêmio para o Cruzeiro no Mineirão? Nenhuma. Deu a lógica. Na verdade, o Tricolor escapou de um resultado ainda mais elástico.
Diante de um adversário pressionado, vindo de derrota na Libertadores e no Z-4 do Brasileirão, o time gremista novamente se mostrou frágil, previsível e sem reação.
O trabalho de Luís Castro se encaminha, de forma clara, para o fim da linha. Só não enxerga quem não quer. A direção gremista precisa ter coragem para agir antes que seja tarde demais. Reconhecer o erro na escolha do treinador faz parte do processo.
É evidente que o desempenho é insuficiente, especialmente fora da Arena. Os números são assustadores. Apenas dois pontos somados em 21 possíveis como visitante, com uma sequência de derrotas que escancara a incapacidade competitiva longe de casa.
No total, já são dez jogos sem vencer fora na temporada. A última vitória ocorreu ainda em janeiro, diante do Guarany de Bagé, pelo Gauchão. Dentro de campo, o cenário é repetitivo. Luís Castro insiste em um esquema que já se mostrava equivocado antes mesmo da bola rolar.
Um meio-campo com volantes que não marcam com eficiência e pouco contribuem na frente. O resultado é um time espaçado, sem intensidade e que foi facilmente neutralizado pelo Cruzeiro.
A sequência de atuações ruins não deixa margem para interpretação otimista. Jogos contra Bragantino, Remo, City Torque e Deportivo Riestra são exemplos claros de um time que não evolui. Problemas coletivos continuam. E isso é responsabilidade direta da comissão técnica. Sem organização, as individualidades desaparecem.
E, ainda assim, os jogadores não estão isentos de críticas. A apatia vista no Mineirão é injustificável para um clube do tamanho do Grêmio. A substituição de Carlos Vinícius (goleador do Brasileirão e que mal recebe bolas em condições de marcar) serve de emblema de um trabalho ruim. O discurso bonito de Luís Castro já não sustenta resultado ruim. O Grêmio precisa reagir.

