
O Itaquerão estava lotado. Os corinthianos foram com sede de vingança por causa da queda sofrida em 2007 dentro do Olímpico. Teve foguetório durante a madrugada e um caixão colocado na entrada do hotel do Grêmio.
Dentro de campo, a equipe gremista até encarou de frente o Corinthians, sabendo que apenas a vitória interessava para manter viva a chama de escapar do rebaixamento. Mas a qualidade do Timão é grande com o quarteto Giuliano, Willian, Renato Augusto e Róger Guedes. A vantagem na primeira etapa saiu dos pés de Diego Souza. Velho? Pesado?
Até pode ser. Mas o centroavante do Tricolor provou, que é matador: 50 gols desde a volta ao Grêmio em 2020. Não faltou entrega ao veterano. Após assistência de Ferreira, ele meteu na rede de Cássio. Parecia que as coisas se encaminhavam bem.
RECUO EXAGERADO
Mas quase no final da partida, veio o empate do Corinthians. Um chute de Renato Augusto praticamente determinou a queda do Grêmio para a Série B. Foi um merecido castigo pela estratégia medrosa de Vagner Mancini, que resolveu colocar todo o time apenas para defender o placar de 1 a 0. Recuou demais.
Era óbvio que seria entocado pela pressão do Corinthians. Correu todos os riscos. E levou o gol. Borja, que poderia ser um desafogo, entrou muito mal. Desinteressado. No resultado do domingo, o Bahia não teve dificuldades para derrotar o Flu na Fonte Nova.
Só resta ao Tricolor apenas ficar de olho nos jogos desta segunda. Apenas dois empates — do Juventude no Morumbi e do Cuiabá na Arena Pantanal — podem decretar rebaixamento. Para seguir vivo na última rodada, o Grêmio precisa contar com duas derrotas dos rivais.


