
Renato voltará ao Grêmio nesta segunda-feira (14) para, mais uma vez, salvar a pele do clube. Foi assim das últimas vezes em que chegou, em momentos de apuros e para usar sua figura como calmante.
A nova gestão apostou numa solução fora da caixa, para os padrões gremistas, e buscou um técnico português. Queria quebrar a "Renatodependência". Porém, o Grêmio vive em um looping que o faz recorrer sempre ao porto seguro que é contar com o maior ídolo no vestiário. Assim será mais uma vez.
O trabalho de Luís Castro naufragou. A direção o sustentou quanto pode, numa clara aposta em seu projeto. Só que Castro e o grupo já não falavam a mesma língua fazia algumas semanas.
O Gre-Nal foi uma exceção, muito pelo valor histórico dos confrontos e pela fragilidade do Inter. Fazia tempo que alguns jogadores cumpriam sem alma a ideia de jogo. Havia ressalvas de figuras com a insistência de jogar com linhas tão baixas e atacar apenas em transição.
O Grêmio nunca foi o time veloz que Castro imaginava. Muito menos competitivo e consistente na defesa. O Grêmio atacava pouco e se defendia muito, e mal. Tudo isso levou ao caminho de saída, nove meses depois da chegada.
Renato chega para um contrato até dezembro. A missão primeira é salvar do rebaixamento. Se tudo der certo nesses próximos jogos, é que se vai pensar na Copa do Brasil e na busca do hexa. A força de Renato e sua capacidade de engajar o contexto gremista inteiro permitem ambicionar os dois objetivos.
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