
A demissão de Luís Castro coloca a gestão numa encruzilhada: apostar em outra solução nova ou partir para a zona Renato de segurança.
Há uma década, o Grêmio tem buscado no grande ídolo suas soluções. Em alguns casos teve grande retorno, em outros, nem tanto. Esta gestão assumiu o comando do clube com promessa de quebrar esse ciclo e acabar com "Renatodependência".
Neste momento de ameaça real de rebaixamento, Renato seria um nome da tranquilidade. Tem peso e tamanho para acalmar o tsunami e mobilizar a torcida.
Só que Renato tem um preço. Financeiro (e será alto) e estrutural. É o perfil de técnico que assume o time e as demais chaves do vestiário. O retorno é garantido, mas o custo está embutido nisso.
O Grêmio tem desequilíbrios em seu grupo. Mas ele está longe de ser um dos que lutam contra o Z-4. O time deveria estar em situação de meio de tabela para cima.
A campanha no Brasileirão radiografa bem o trabalho de Castro. Sua saída se dá com menos de 50% dos pontos, 57 gols sofridos em 54 jogos. Dos 28 pontos, apenas quatro foram fora. Quando o goleiro é o grande nome e o centroavante é o único a resolver, o recheio entre eles está desandado. O próximo técnico chegará com 15 dias para preparar o time e evitar o desastre.



