
A compra de Gabriel Mec por 8 milhões de euros faz parte da estratégia de negócios do Porto. Além, é claro, de negócio de ocasião pela iminência do fim do contrato.
O presidente André Villas Boas decidiu que o clube buscaria os jovens talentos antes de os tubarões da Premier League verem e enquanto os preços dos direitos não ultrapassem os 10 milhões de euros.
Mec encontrará no Estádio do Dragão uma galera da sua idade ou até mais nova. Neste verão europeu, o Porto já apresentou o meia norueguês Eirik Granaas, de 16 anos. Ele é apontado como o novo Odegaard. Assim como o ídolo, também estreou com 15 anos na liga norueguesa, em seu caso pelo pequeno Fredrikstad.
O clube também negociou a volta do atacante Cardoso Varela, de 17 anos, que havia saído da base do clube para o Dinamo Zagreb. Na Noruega, também buscou o atacante Mame Niang, 20 anos, do Ham Kam. O goleiro João Afonso, 19, veio do Santa Clara.
A tendência é de que Mec inicie sua trajetória no time B, onde já está essa gurizada toda, à exceção do goleiro Souza, 20 anos, ex-Santos, que chegou por empréstimo do Tottenham, sem direitos fixados.
Nessa estratégia de garimpar talentos, o Porto já havia buscado o polonês Oskar Pietuszewski, na época com 17 anos. Pagou 10 milhões de euros ao Jagiellonia Bialystok.
Villas Boas, aquele mesmo ex-técnico do clube e do Chelsea, revelou em entrevista que a nova estratégia faz parte de enfrentamento à voracidade dos clubes ingleses, que contam com scouts espalhados pelo mundo e ferramentas de análise de dados e de filtragem desses que os fazem perceber o talento antes de todos.
Antes de rumar para Portugal, Mec chegou a ser cogitado no Hull City e teve proposta do Shakhtar, outro que busca jovens, mas se foca no mercado brasileiro.
— Antes, Portugal era ponte antes de chegar a esses clubes (ingleses) — resumiu.
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