
O cara-crachá nos estádios com a exigência de reconhecimento facial para acesso já mostra seus efeitos positivos. Dados da Imply Tecnologia mostram aumento de 43,5% na presença de menores de 18 anos nos jogos desde a implantação do sistema, há um ano.
O uso de reconhecimento facial em arenas com mais de 20 mil pessoas passou a ser exigência através da Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023). A Imply Tecnologia, empresa gaúcha de Santa Cruz do Sul, coletou os dados de estádios em que está presente. Ela é líder no segmento de fornecimento de tecnologias para clubes e estádios de futebol na América do Sul. Estão no seu portfólio Arena Castelão, Arena das Dunas, Arena Pernambuco, Arena Fonte Nova, Arena Independência, Beira-Rio, entre outros.
No caso do Inter, os números mostram aumento na mudança do perfil do público. Houve registro de aumento de 42,3% na participação do público feminino e crescimento de 145% no público com menos de 18 anos.
A Imply foi pioneira na venda de ingressos pela internet para o futebol, em 2007, e, desde lá, aperfeiçoa sistemas que melhoram a experiência dos torcedores nos estádios. No caso do sistema de reconhecimento facial, ele é composto por diversas camadas e padrões de segurança capazes de reconhecer o rosto e liberar o acesso em fração de segundos.
O controle de acessos por meio da identificação facial realiza de forma integrada os processos de identificação, autenticação e autorização.
Tecnologia a favor da experiência
O cara-crachá na catraca do estádio é apenas o primeiro passo de uma transformação possível na relação com o fã dentro do estádio. O banco de dados criado a partir do cadastramento permite mapear os hábitos do torcedor dentro do estádio e individualizar o atendimento a ele.
Por exemplo, ao detectar que um fã costuma entrar sempre na mesma faixa de horário por um mesmo portão, é possível dialogar com ele, orientá-lo sobre seus passos no estádio e oferecer produtos e serviços que contemplem seus hábitos no estádio e também no caminho de casa até ele e dele para casa.
— O reconhecimento facial tem sido um divisor de águas para a inovação dos clubes. Essa tecnologia de última geração contribui para que os torcedores tenham uma experiência de acesso mais rápida e conveniente. Isso gera comodidade, agilidade e segurança aos clubes, público e arenas de uma forma geral — explica Tironi Paz Ortiz, CEO e fundador da Imply.
Há um mundo de oportunidades a ser explorado e, principalmente, receitas a serem buscadas a partir desse relacionamento aberto a partir do cara a cara entre clube e torcedor.
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