
O torcedor está ferido depois de domingo (16). Não poderia ser diferente. O Grêmio, além de jogar pouco, esteve sem o espírito de competição que sempre o marcou. Esse é um ponto que se pode corrigir para a próxima partida. Mas há um outro que ainda levará tempo, e o torcedor precisa aceitar.
O Grêmio está em processo de reforma, e isso sempre demanda tempo e analgesia para a dor de cabeça que provoca. As questões financeiras urgentes se somam as mudanças no grupo que acabam sendo feitas de maneira lenta justamente pela falta de dinheiro para rescisões. Ou pelos salários altos que jogadores recebem, o que inviabiliza recolocá-los no mercado.
Há uma conta na Arena de que, pelo menos, oito jogadores poderiam sair sem que isso impactasse o grupo. Neste momento, três deles estão visivelmente fora do circuito.
João Pedro, Balbuena e Monsalve nem relacionados são. O colombiano esteve outra vez no radar do Coritiba, mas o Grêmio exige o pagamento integral do salário. Isso e o estilo de jogo mais defensivo dos paranaenses inviabilizaram os avanços.
Há outros casos de nomes menos badalados, como Jeffinho, que desde o Remo, em abril, não é relacionado para jogo oficial. Ele esteve 18 minutos em campo contra o Cruzeiro, no amistoso na intertemporada, e nunca mais reapareceu. Riquelme foi levado ao banco contra o Bolívar e faz quatro jogos que está sem aparecer nas listas.
Mas esses guris não estão naquela conta dos oito que poderiam sair e aliviar a folha. Esses têm como obstáculo os valores de uma rescisão ou do salário. O ponto é que essa reformulação do grupo é uma das dificuldades de um Grêmio em processo de reforma que está mais lento do que deveria.
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