
O Inter paga por desperdiçar. Chuta quatro, cinco bolas no gol por jogo, mas consegue colocar apenas uma na rede. Na criação de grandes chances, é o quinto, com 54, ou 2,3 por partida.
No quesito grandes chances perdidas, é o segundo, com 39, só atrás do Athlético-PR. O xG do Inter, ou seja, o índice que aponta quantos gols deveria ter com essa produção toda, aponta 36 (hoje tem 24).
Essa ineficiência que ficou gritante contra o Remo explica muito da campanha no Brasileirão e pauta a luta contra o Z-4. A defesa até faz um trabalho aceitável, oitava melhor do Brasileirão, com 28. O problema está mesmo na incapacidade de colocar a bola na rede. Sem gols não há muita luz no fim do túnel.
Chegou a solução?
Será preciso que Tonny Sanabria, 30 anos, entre e consiga entregar o que Paulo Pezzolano não teve neste ano com Borré, Alerrandro e pouco vem tendo com Carbonero, o goleador do Inter no Brasileirão, com seis.
O ponto é que o paraguaio terá de dar a volta em seu retrospecto recente. Seu último gol faz oito meses. Ele esteve na Copa com o Paraguai, iniciou como titular e depois entrou contra a Alemanha. Isso é um bom cartão de apresentação.
A vinda para o Brasil é em busca dos grandes momentos vividos no Torino e na seleção. Sanabria tem 1m81cm, é típico de área. Precisará ser abastecido. O que até está longe de ser problema para um atacante do Inter. A bola até chega. O problema para eles é completar o serviço. Sanabria precisa mostrar que sabe fazer isso.
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