
Copa não se joga, se luta. O Inter seguiu à risca esse preceito e, por isso, conquistou a vaga nas quartas. Sobreviveu à pressão do Corinthians, no Itaquerão com 45 mil pessoas, e superou suas limitações para avançar.
O 2 a 1 estabelecido a 15 minutos do final, mais os acréscimos, obrigou a um jogo de resistência e a mostrar resiliência. Tirando um chute de fora da área de Matheuzinho, no poste, o Inter neutralizou as investidas de um Corinthians que colocou Pedro Raul e Gustavo Henrique, o zagueiro, na área e mandou bolas sem parar. Havia emplacado dois gols de bola aérea e buscava o terceiro.
Porém, o Inter mostrou maturidade, arrastou o jogo e impediu que ele se desenrolasse a partir dos 40 minutos. Soube jogar a Copa, vencer suas limitações e entregar ao seu torcedor um sorriso que havia muito tempo estava sumido.
Para dar confiança
A grande missão do ano segue a mesma, somar pontos e chegar aos 45 o quanto antes. Aliás, o domingo (9) já reserva um grande desafio na busca pelo objetivo do ano. Mas é inegável que a classificação sobre um Corinthians que virou grande rival, com o roteiro de heroísmo e amostra de resiliência, eleva a confiança e encorpa um time movido à disposição.
Paulo Pezzolano, mais uma vez, mostra sua qualidade. Ele havia perdido Villagra, um dos seus pilares neste Inter, e conseguiu compensar sua ausência. Impressiona a capacidade do uruguaio de fazer com que o time entregue energia para compensar carências técnica, de fazer com que jogadores estejam engajados no seu plano de trabalho, muitos deles jogando tudo o que podem, um tudo que está longe de criar individualidades e construa força coletiva. Quando isso acontece, a assinatura do técnico fica muito clara.
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