
O Grêmio precisava manter a pegada de Copa do Brasil e sair do Z-4. Manteve a pegada e, por isso, virou contra o São Paulo e ganhou um respiro nesta luta contra o rebaixamento. Mais do que isso, engata duas vitórias seguidas usando o mesmo comportamento em campo e mostrando vitalidade.
As entradas de nomes como Wallace, Villasanti e Pavon, esse avançado para a extrema, fazem com que o Grêmio seja mais intenso com a bola e reduza espaços quando não estiver com ela. Essas três posições ganharam em potência e, quando se acrescenta três jogadores mais capacitados fisicamente, todo o conjunto cresce.
A energia do time em campo também reflete no torcedor. O 2 a 1 sobre o São Paulo teve matizes de decisão de vaga em Copa, com a arquibancada jogando ao lado do time e uma festa ao final que mostra identificação entre torcida e time.
Luís Castro começa a virar um jogo que parecia praticamente perdido. O Grêmio já consegue enxergar um horizonte do que ele pretende do time. O temperamento e a postura tática contra Mirassol e São Paulo mostram um time que buscará jogar sempre no limite, com linhas próximas e que terá como marca a competitividade.
A atuação neste sábado (8) esteve longe de ser primorosa e ter brilho. Havia o cansaço da decisão de quarta e um adversário que vinha descansado por duas semanas sem jogos. Porém, em nenhum momento o Grêmio deixou de competir, e esse é o caminho escolhido por Castro desde que chegou.
Agora, ele parece ter confirmado que sua bússola aponta pelo caminho certo.
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