
Deu Espanha. Mais, venceu uma filosofia de jogo que é também uma forma de enxergar o mundo. Sem pressa, com calma, sem brilhantismo individual e com foco no coletivo.
A Espanha adota um jogo em que a ocupação do espaço vem primeiro. Depois de ocupado os quadrados do campo, toma conta da bola e o controle da partida. Para isso, é preciso que todo o time esteja engajado e jogue com solidariedade, de um apoiando o outro. A Espanha forma sempre um tripé de jogadores. Quem está com ela acaba tendo sempre duas alternativas se passe.
Tem sido assim que a Espanha vem ganhando de uma França dotada de combinação de força e qualidade técnica.
Para anular protagonistas individuais como Mbappé, Doué, Dembélé e Olise, a Espanha os tira da zona de conforto, ou seja, os deixa sem a bola e o controle do jogo. Ficou nítido o desconforto dos franceses já a partir dos primeiros minutos, quando tiveram de correr atrás da bola sem encontrá-la.
A final da Copa já tem uma seleção que chegou por confiar na sua jornada e ser fiel ao seu modelo. A Argentina e a Inglaterra definirão nesta quarta-feira (15) quem enfrentará essa Espanha que, como dizem os espanhóis, vem de menos a mais.
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