
Fort Lauderdale ficou para trás. A Copa de 2026 acabou, o Brasil elege os culpados e destila a raiva de outra vez cair cedo em discursos virulentos. Porém, nada mudará.
É preciso olhar para a frente e projetar o caminho e com quem o faremos até 2030. O resumo do novo ciclo é simples: precisamos renovar do meio para trás e só afinar do meio para a frente.
Temos uma leva de atacantes talentosos, mas carecemos de bons defensores com idade para chegar à próxima Copa no auge ou perto dele.
A começar pelos goleiros. Alisson, Ederson e Weverton não chegarão à próxima Copa. As laterais são um problema sério. Principalmente, a esquerda. No miolo da zaga, Gabriel Magalhães é o zagueiro mais jovem e o que deve seguir, dos quatro, com chances de chegar. A partir daí, Ancelotti terá de começar as nova Seleção.
A lateral direita, talvez a maior dor de cabeça nesta Copa, tem dois bons nomes para a arrancada. Wesley, que seria o titular se não tivesse se lesionado, e Vanderson, se conseguir superar as lesões, são alternativas de qualidade.

Pedro Lima, do Wolverhampton, tem apenas 20 anos e pode despontar. Na esquerda, Kaiki Bruno, ex-Cruzeiro e recém vendido para o Como, aparece como o nome mais proeminente. Tanto que já esteve numa das convocações, chamado para substituir Alex Sandro. Lucas Pires, 25 anos, do Burnley, e Souza, 20, do Tottenham, são outras boas alternativas a serem observadas.
Para a zaga, Gabriel pode ser o adulto a guiar os mais jovens. O problema é quem são esses mais jovens. Há Vitor Reis, Murillo já afirmados na Europa. Viery, se tiver a evolução esperada, seria um nome a ser acompanhado.

No meio, Beraldo, em migração para a cabeça de área, é uma ideia interessante para começar o setor. Andrey Santos, João Gomes, André, Breno Bidon, Zé Lucas são bons valores. Bruno Guimarães, duas Copas, pode ser o guia dessa turma.
A partir daí, precisaremos buscar um meia daqueles que faz tempo que não formamos e que poderia enganchar as ideias de Ancelotti com nossas raízes.
Talvez Estêvão, se tirado do lado e desenvolvido pelo meio, possa ser esse cara. Vejo-o como o grande nome para assumir o posto de protagonista deste ciclo. Tudo dependerá de como ele voltará da séria lesão muscular que sofreu e o tirou da Copa.

Alguém precisará conduzir a Seleção com a bola, algo que Neymar fez em 2022 e, muitos, imaginaram que, pelo pensamento mágico, ele faria.
Nem vou me alongar no ataque aqui porque temos opções de sobra para os lados. Nossa linha de montagem na base, aliás, se especializou nesses jogadores de venda rápida na feira europeia de todas as janelas.
Centroavante
Ainda precisamos finalizar a lapidação de Endrick para que seja o nosso nove matador, um jogador que faça a Seleção voltar a se moldar com um centroavante de respeito, o que não acontece desde 2006.
Há um longo trabalho para Ancelotti. Mas há tempo de sobra. Só que ele não pode desperdiçá-lo. Seu trabalho precisa começar desde já, com a seleção olímpica e conectada com a sub-20 e sub-17. Sairão dali alguns dos nomes para 2030.
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