
Para quem ainda levava em conta a hierarquia de anos atrás, o empate com o Marrocos parece descabido. O cenário atual diminuiu distâncias. Mesmo assim, o 1 a 1 diz mais sobre o Brasil que os africanos, sensação da última Copa e mais fortalecidos quatro anos depois.
Ficou claro no campo o ciclo de apenas 13 jogos de Carlo Ancelotti. Nossa Seleção tem muitos parafusos a serem apertados. Porém, o lado positivo é que Ancelotti não tem receio nem constrangimento de colocar a mão na graxa.
No intervalo mesmo, ele tirou Casemiro, liderança e de sua confiança, para acrescentar vitalidade com Fabinho. Também abortou a ideia com Ibañez e recolocou Raphinha aberto, com Danilo indicando as jogadas por dentro. Até ali, o 1 a 1 era obra de Vini Jr., protagonista como deve ser (outro que mostrou o quanto são erradas as análises feitas à distância).
Ancelotti também mudou o sistema e retomou o 4-2-4, que melhor acomoda as peças. O Brasil, faz duas Copas, tem dificuldade de jogar com nove posicionado. Luís Henrique entrou bem, Fabinho deu mais consistência e Matheus Cunha preenche bastante as intermediárias. O time que começa uma Copa nunca é o que termina. No caso da Seleção, já não vai ser o da segunda rodada.
Há muito a ser feito, e o primeiro tempo assustador em que fomos totalmente dominados mostrou isso. Agora, é corrigir e tentar ganhar no saldo de Marrocos o primeiro lugar.
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