
Os Cowboys abriram as portas de Dallas para ingleses e croatas. O que eles têm aqui em Arlington, na região metropolitana de Big D, como eles chamam, tem tudo de estádio, mas parece um teatro de esportes. A começar pela cobertura e a climatização. O verão no Texas dá um sol para cada um e ainda faz promoção de "leve o segundo grátis" também.
Os branquelos vindos da ilha do Rei Charles e os branquelos vindos dos bálcãs, recém saídos do inverno, tostaram no calor de 34ºC. O pior, vou te dizer, nem é o calor, embora ele transforme o concreto das ruas em chapa quente. O pior mesmo é a umidade. O combo disso faz com que, à tarde, a temperatura bata nos 34ºC, 35º facilmente (para eles, 93 Farenheit). Mas tem dias que bate em 100 Farenheit, me disse um local. Ou seja, 37ºC, algo como Porto Alegre no verão.
Porém, ao se pisar no estádio do Dallas Cowboys, é como entrar em um oásis. O teto fechado mantém a climatização, e todos puderam assistir ao jogo bem confortáveis nos 80 mil assentos. O ponto é que o jogo, aqui, começou às 15h, e tanto croatas quanto ingleses já tinham tomado um bocado de cerveja. A climatização chegou tarde. Embora eles tenham se antecipado. Pouco antes das 10h, já havia torcedor circulando na região central com seu copo na mão.
A cerimônia de abertura da Fifa ficou ainda mais bonita no AT&T Stadium. O telão de 50 metros de comprimento e os dois menores de cerca de 10 metros cada deixam a sensação de estar no sofá da sala. O gramado foi trocado. Era sintético e, para entrar o natural, o piso ficou mais alto. Abaixo dele, todo um sistema de ventilação e drenagem. Além dos 18 solarizadores que emitem uma luz rosa para substituir a iluminação natural e compensar a cobertura retrátil.
Um recado para os dirigentes brasileiros
Foi nesse estádio, típico do futebol americano, que Inglaterra e Croácia estrearam na Copa. Fizeram um jogo à altura do lugar e mantiveram o nível do que é entregue na rápida e bilionária temporada da NFL. Aliás, como seria bom se nossos gestores de estádios viessem dar uma olhada no que os americanos fazem no entorno do jogo. Cada andar oferece variedade de opções gastronômicas. Tantas que, mesmo com 70 mil pessoas, as filas ficavam curtas. Um espetáculo à parte, em um dia em que o futebol nosso entrou no templo deles com um jogo de alto nível.
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