
Um time de Premier League aterrissou na Arena. E um Grêmio excessivamente amedrontado o recebeu. O resultado disso foi que o Flamengo venceu e desfilou em campo.
A noite fria com cara de inverno só reforçou que os dois grandes gaúchos vivem em um outro mundo, bem longe daquele em que estão Flamengo. Isso, porém, não justifica a postura defensiva ao extremo com a qual Luís Castro pensou o jogo.
O Grêmio jogou com três zagueiros, dois centromédios e todos os demais atrás da linha da bola.
O 5-4-1 montado por Castro remeteu ao que os times do Interior usam quando vêm a Porto Alegre. Noriega e Pérez formavam uma linha com Mec e Amuzu na intermediária de defesa.
E isso fazia com que os volantes do Flamengo, Jorginho e Evertton, carteassem o jogo inteiro. Quando eles eram de alguma forma bloqueados, vinham os Léos, Ortiz e Pereira. E o Flamengo entrava a passes, costurando, trocando posição e fazendo Wéverton trabalhar.
O Grêmio esperou uma saída em contra-ataque que não veio. O 1 a 0, ao final, saiu muito barato. Para se ter uma ideia do que foi o jogo, aos 30 do segundo tempo, o Flamengo havia trocado 500 passes contra 194 do Grêmio apenas. A distância do Flamengo é grande, mas não desse tamanho. O Grêmio tentou sobreviver e, digamos, que com o 1 a 0 escapou de algo pior. Não bastasse isso, veio a reboque o Z-4.




