
A final da Recopa Gaúcha é daquelas disputas em que o clube grande tem mais a perder do que a ganhar. Vencer o adversário do Interior é obrigação. Perder, complicação. Nesse contexto, o 2 a 1 de virada do Inter sobre o Brasil-Pel, no Bento Freitas, representou alívio. Isso porque, aos 30 minutos, os xavantes haviam feito 1 a 0 e colocavam ainda mais ranço ao ambiente sempre saturado em que vive o Inter.
Mas vieram as mudanças de Paulo Pezzolano, como as entradas de Vitinho, no lugar de Alan Patrick, e do guri Fabrício Prado, no lugar de Luiz Felipe, e o Inter mostrou sua força. Empatou aos 37, com Vitinho, e virou aos 48, com Borré. Esse gol, aliás, talvez tenha sido, ao lado dos guris que estrearam, o maior troféu trazido de Pelotas.
Havia 69 dias o colombiano estava sem fazer gols, uma seca que custou a perda do lugar no time e da confiança. Voltar a marcar, ainda mais sendo um gol que garantiu título, serve de alento visando à sua recuperação.
Aproveitaram a oportunidade
No que diz respeito aos guris, Luiz Felipe foi contido no primeiro tempo e, no segundo, mais espetado no ataque participou mais do jogo. Mostrou que ainda tem um caminho pela frente, mas pode se credenciar a ser alternativa no grupo, já que Bernabei se torna a cada jogo um meia-atacante. Fabrício pouco participou do jogo, mas sua entrada sinaliza que há grande confiança no Beira-Rio em sua evolução.
Quanto aos reservas utilizados, Tabata foi quem melhor aproveitou a oportunidade. Esteve aceso, interessado e participou das principais ações ofensivas. Alan Patrick fez primeiro tempo de boas ações e com iniciativas individuais. No segundo, porém, perdeu força e voltou a ser o Alan Patrick das últimas semanas de Brasileirão. E esse é um ponto de alerta.




