
Era preciso vencer, e isso o Grêmio conseguiu. Fez 2 a 0 no Palestino e parte agora para a decisão pela vaga contra o City Torque, na próxima terça-feira (26), na Arena. Mas fica um recado. Se jogar no mesmo nível apresentado contra os chilenos, será com sofrimento.
Só a vitória classifica o Grêmio de forma direta. E o que se viu na Arena foi o mesmo dos últimos jogos: um time com problemas de mecânica, buracos no meio e que permitiu ao Palestino criar problemas e rondar sua área por quase toda a noite.
Mesmo com suas limitações, os chilenos tiveram espaço e articularam até o ataque. Fracassaram por causa da imperícia dos seus atacantes e de Weverton, outra vez com intervenções.
Pontos de atenção
Castro tirou um dos zagueiros, repôs um extrema, mas manteve a dupla de volantes com Noriega e Pérez. Com eles, está mais do que evidente de que o Grêmio carece de velocidade para encurtar espaços dos meio-campistas adversários e de capacidade de jogo criativo.
Como Amuzu e Enamorado jogam abertos e os laterais Pavón e Pedro acabam não vindo por dentro, o Grêmio fica com um buraco no meio, tanto quando ataca quanto na fase defensiva. Luís Castro tentou alterar isso mexendo no meio. Trocou Pérez por Riquelme e passou do 4-2-3-1 para um 4-1-4-1. Pouco se alterou. Tiaguinho, que era até cogitado para começar, acabou preterido. E essa é uma questão ainda pendente no Grêmio.
Para sábado (23), contra o Santos, é possível que Castro tenha a volta de Arthur, o que coloca luz no meio-campo e mais lucidez e preenchimento de espaços. Porém, sem ele, a solução não pode estar em Noriega e Pérez.
Pontos positivos
A noite fria, apesar do futebol pouco empolgante, teve boas novas. Braithwaite fez gol, deu movimentação e mostrou, outra vez, que a disputa pelo comando do ataque está aberta. Luis Eduardo e Viery formaram uma dupla de zaga veloz e agressiva. O Grêmio conta com dois zagueiros acima da média e que, podem apostar, logo veremos em grandes jogos na Europa.
Mec, embora tenha perdido um gol, segue em evolução contínua. Por fim, Pavón, depois de 15 meses, voltou a marcar gol. Um golaço, aliás. Merecia. Ele já havia participado do primeiro. O Grêmio descobriu no atacante em desgraça uma boa solução para a lateral. Há pontos para ele corrigir, mas a parada da Copa pode fazer com que Pavón termine seu curso de lateral e assuma uma posição que faz três anos não tem dono na Arena.





