
O projeto é o mesmo de antes do começo da guerra, em 2022. O que acontece agora é que o êxito esportivo começa a se repetir. O Shakhtar está na semifinal da Conference League, com um time cheio de jovens talentos brasileiros.
Entre eles, Alisson Santana, 20 anos, atacante comprado do Atlético-MG por 14 milhões de euros e gaúcho de Cachoeirinha. Alisson fez um dos gols no 2 a 2 com o AZ Alkmaar nas quartas de final. O outro foi de Luca Meirelles, 19 anos, comprado pelo Shakhtar junto ao Santos em junho, por 12 milhões de euros. Na ocasião, o alvo era Mec, mas o gremista recusou a mudança.
No caso de Alisson, não houve dúvida em encarar a guerra. O guri criado na periferia de Cachoeirinha iniciou no Cruzeiro, o da cidade. Esperava o final do treino para usar uma chuteira emprestada de um amigo. Até que o pai de um colega de time o presentou com uma nova.
Aos 13 anos, foi indicado por esse pai para testes em um projeto de futebol em Joinville. Ficou. O Atlético-MG e o Grêmio o viram e fizeram ofertas. Os mineiros, para ficar em definitivo no CT do Galo. O Grêmio, para testes. Claro que ele se decidiu por Minas e, em 2024, depois de ser lançado por Felipão, ganhou espaço e acabou vendido para a Ucrânia.
Um time de brasileiros
O Shakhtar retomou a partir de 2023 o seu projeto de futebol e de apostar na compra de promessas brasileiras. O time atual tem nas laterais Vinícius Tobias, ex-Inter, e Pedro Henrique, ex-Athletico-PR.
O quinteto do meio para a frente no 4-1-4-1 tem quatro brasileiros: Néwerthon, ex-São Paulo, e Alisson nas pontas, e Isaque, ex-Fluminense, como meia articulador. Na frente, outro cria de Xerém, o centroavante Kauã Elias. Pelos dois, os ucranianos pagaram 29 milhões de euros.
O grupo conta ainda com o zagueiro Marlon, 30 anos, ex-Fluminense, o volante Marlon Gomes, 22, e Eguinaldo, atacante, ambos ex-Vasco, além de Lucas Ferreira, 19, ex-São Paulo. Ao todo, dá um time inteiro. São 11 brasileiros.

