
A lesão de Gustavo Martins colocou para Luís Castro uma encruzilhada. Ou segue o processo de renovação do time e aposta na entrada de um zagueiro mais jovem ou dá um passo atrás e toma decisão conservadora com a entrada de Balbuena, 34 anos.
Neste momento, Castro tem, além do paraguaio, o jovem Luis Eduardo, 18 anos e apontado no Grêmio como o jogador com mais perspectiva de afirmação rápida numa fornada que tem Tiaguinho e Mec. Além dele, uma outra saída seria recuar Noriega e promover a entrada de Leonel Pérez no meio. Manteria a pegada mais jovem do time, mas mexeria em duas posições.
Por isso, acredito que a escolha esteja mesmo entre Balbuena e Luís Eduardo, em disputa com cara de conflito de gerações. O ponto aqui, na verdade, passa longe da idade e se detém nas características.
Imposição x intensidade
O Grêmio pós-Atlético-MG deixou claro seu modelo, de um time dotado de velocidade para fazer transições tanto defensivas quanto ofensivas. A opção por Pavón na lateral direita e Martins e Viery na zaga se dá porque Castro prefere jogar com linhas adiantadas e pressionando. O que também explica a perda de espaço de jogadores mais cascudos, como Marcos Rocha, o próprio Balbuena, Kannemann e Willian, hoje, alternativa para o segundo tempo.
Para jogar da forma como pretende, Castro precisa de jogadores intensos e velozes. Balbuena se notabiliza por ser zagueiro de imposição e que se sai melhor quando o time joga com linhas mais baixas.
A decisão do técnico português sobre quem será o companheiro de Viery em Chapecó, na segunda-feira (16), falará muito mais do que a simples entrada de um zagueiro. Estará nessa escolha uma queda de braço entre manter-se firme em sua ideia de jogo ou apostar na gestão de grupo.
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